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Black Friday 2026: 62% pretendem comprar, beleza está no radar de 33% deles e frete grátis é mais citado que o valor do desconto, aponta pesquisa

A Black Friday 2026, marcada para 27 de novembro, já está nos planos de 62% dos entrevistados. Outros 24% ainda não decidiram se vão participar e 14% afirmam que não pretendem comprar. Os números são da pesquisa Comportamento de compra e tendências para Black Friday 2026, realizada pelo Opinion Box, empresa de pesquisa de mercado, em parceria com a Dito, plataforma de dados de clientes e CRM para marcas. O levantamento ouviu 1.003 pessoas pela internet entre julho e agosto deste ano, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais, e comparou a experiência do consumidor na Black Friday de 2025 com as intenções de compra para a Black Friday de 2026.

Para o setor de beleza, o estudo aponta um cenário praticamente estável. Entre os que pretendem comprar, 33% já têm produtos de beleza e cosméticos no radar, o mesmo índice registrado entre os que compraram na Black Friday de 2025. Na intenção para 2026, a categoria aparece em quinto lugar, atrás de eletroeletrônicos (43%), eletrodomésticos e roupas e acessórios (ambos com 39%) e viagens e turismo (34%). Entre quem comprou em 2025, beleza ficou em quarto lugar. A mudança na ordem vem de viagens e turismo, que aparece com 34% das intenções de 2026, ante 19% entre quem comprou em 2025, e não de uma queda de beleza. Há duas ressalvas: os dados de 2025 se referem a compras realizadas e os de 2026, a intenções, e a diferença de um ponto entre viagens (34%) e beleza (33%) está dentro da margem de erro.

Quem vai comprar e quanto

Na edição de 2025, cerca de três em cada quatro entrevistados (76%, pela soma das respostas) disseram ter aproveitado as promoções da data. Entre eles, quase metade gastou mais de R$ 1 mil, segundo o relatório. Comparando com anos anteriores, 33% dos que compraram afirmam ter gastado mais na Black Friday de 2025, contra 21% que dizem ter gastado menos. Para o Opinion Box e a Dito, o resultado é compatível com outras análises da data, que apontaram aumento de faturamento ao lado de um consumidor mais atento ao orçamento.

Para 2026, o levantamento ouviu separadamente quem comprou no ano passado e pretende repetir a compra. Nesse grupo, 36% planejam gastar o mesmo valor, 34% pretendem gastar mais e 12% querem gastar menos. Quanto aos canais, 54% dos compradores de 2025 fizeram as compras só online e 32% combinaram lojas físicas e digitais. Para este ano, 57% dos que pretendem comprar planejam usar os dois canais e 33% só o online. Como os dados de 2026 são de intenção, a comparação com as compras de 2025 pode apontar uma tendência, mas não uma mudança já confirmada.

Data começa antes do dia oficial

Os números de 2025 mostram uma Black Friday distribuída ao longo de semanas. Entre os entrevistados, 18% aproveitaram as ofertas antes de novembro, 27% ao longo do mês e 22% durante a semana da data, enquanto 9% compraram apenas no dia oficial. Segundo o Opinion Box e a Dito, esse comportamento acompanha a antecipação das campanhas no varejo e o crescimento da chamada “Black November“, que dilui o evento por várias semanas.

Para 2026, a pergunta foi outra: quando o consumidor decide se vai aproveitar as ofertas. Entre os que pretendem comprar, 37% dizem decidir se vão aproveitar as ofertas pelo menos um mês antes, 21% na semana da Black Friday e 9% no próprio dia. Entre todos os entrevistados, o planejamento também aparece de outros hábitos: 31% monitoram os preços dos produtos que querem comprar e 24% deixam de comprar itens de que precisam para esperar as promoções. Para o Opinion Box e a Dito, o período que antecede a data representa, para as marcas, uma oportunidade para apresentar produtos e acompanhar os consumidores que ainda estão avaliando se vão participar. 

O que decide e o que faz desistir

Perguntados sobre o que é mais importante durante a data, 75% citaram o preço baixo, o fator mais lembrado. O frete grátis vem em seguida, citado por 50%, à frente do valor do valor alto do desconto, com 30%. Para o Opinion Box e a Dito, o resultado indica que o consumidor não olha apenas para o percentual anunciado, e sim para quanto vai pagar no total. Os dados valem para o varejo em geral, e não especificamente para o consumidor de beleza, já que a pesquisa não separa os resultados por categoria.

Os motivos de desistência das compras seguem uma lógica parecida, mas incluem também a reputação da loja. Um preço acima do esperado faria 47% desistirem da compra, e o frete caro, 33%. Reclamações negativas sobre a loja pesariam para 25%, em patamar próximo ao de um desconto abaixo do esperado, citado por 21%. A falta de segurança no pagamento aparece para 16%. Para o Opinion Box e a Dito, o consumidor pode chegar atraído pela oferta, mas precisa confiar na loja para concluir a compra.

Segundo a pesquisa, a checagem de preço e reputação acontece tanto no online quanto no físico. Entre os que compram online, 53% pesquisam o preço em outros sites e lojas, 44% leem as avaliações do produto no próprio site e 39% checam a reputação da empresa antes de fechar o pedido. Nas lojas físicas, 56% procuram o produto na internet para comparar preço e promoção, e 44% comparam com outras lojas físicas. Para a Opinion Box e a Dito, isso significa que a oferta precisa ser competitiva em todos os pontos em que o consumidor pode comparar, e não apenas no canal onde a compra acontece.

Comunicação: mais volume nem sempre significa mais interesse

O aumento de mensagens promocionais na data nem sempre é bem recebido. Para 48% dos entrevistados, o volume de e-mails e mensagens cresce durante a Black Friday, mas as promoções geralmente não interessam. Outros 33% percebem o aumento e dizem que as ofertas são do seu interesse. Além disso, 67% concordam que as empresas mandam mensagens demais nesse período, e 71% afirmam desistir de comprar se uma empresa os importuna por telefone. Como no restante da pesquisa, os números refletem o consumidor em geral.

Para a Opinion Box e a Dito, a abertura para receber ofertas está ligada ao relacionamento que o consumidor já tem com a marca. Entre os canais para receber promoções de marcas com as quais se relaciona, o e-mail é mais citado (53%), seguido do WhatsApp (46%). Nos dois, a resposta mais comum é receber ofertas apenas de empresas em que se cadastrou: 40% no e-mail e 36% no WhatsApp. Somando quem aceita também empresas com as quais já teve contato pelo canal, são 67% no email e 61% no WhatsApp. O SMS encontra mais resistência, e 44% dizem não querer nenhuma oferta por esse meio.

Antes da data, entre os que gostam de receber promoções, 63% querem saber quais produtos terão desconto. Outros 48% querem conhecer o desconto com antecedência, o mesmo percentual dos que valorizam cupons exclusivos, e 43% pedem informação clara sobre quando a promoção começa e termina.

Depois da Black Friday de 2025, 31% consideraram as mensagens úteis das lojas onde compraram e 30%, mensagens irrelevantes; 24% não receberam nenhuma comunicação. Entre os que compraram na data, 55% voltaram a comprar em alguma dessas lojas por iniciativa própria e 24% voltaram depois de receber uma oferta ou mensagem. 

Desconfiança com a data

A percepção sobre a Black Friday no Brasil tem uma parte crítica. Três em cada quatro entrevistados (75%) concordam que a data tem muitas ofertas enganosas, e 63% avaliam que ela já foi melhor. Além disso, 57% dizem comprar só quando têm dinheiro sobrando. Na experiência de 2025, 71% dos compradores não relataram problemas. Entre os problemas citados, 7% tiveram a entrega atrasada, 6% encontraram o produto mais barato depois da data e 2% dizem ter sido vítimas de fraude ou golpe. Em pergunta sobre dados pessoais em geral, e não sobre a Black Friday, 35% dizem ceder suas informações só em troca de um benefício excelente e 27% dizem não ceder.

IA na pesquisa e no atendimento: o que os entrevistados dizem

A inteligência artificial já faz parte da jornada de compra de mais da metade dos entrevistados. Segundo o estudo, 54% já usaram ferramentas como ChatGPT ou Google Gemini para pesquisar ou comprar algum produto. A pergunta se refere a compras em geral, e não especificamente à Black Friday. Entre esses usuários, os usos mais citados são tirar dúvidas sobre um produto (46%), pedir sugestões (40%), comparar vantagens e desvantagens (39%) e encontrar a melhor marca (38%).

Sobre o uso de IA pelas próprias marcas, a percepção é mais dividida. Entre os entrevistados, 45% já perceberam IA na comunicação das empresas e acharam o resultado artificial, enquanto 34% perceberam e gostaram. Na escolha de um produto, 8% confiam mais na recomendação de uma IA e 24% na de um vendedor humano; para 39%, depende do tipo de produto. No atendimento durante a Black Friday, 40% querem falar apenas com pessoas, 32% aceitam IA para dúvidas simples desde que possam falar com um humano e 15% preferem a IA se ela resolver o problema mais rápido. Para a Opinion Box e a Dito, o consumidor reconhece valor na tecnologia como ferramenta de apoio, e o limite parece estar em substituir por completo o contato humano, sobretudo quando a situação exige confiança, negociação ou a resolução de um problema.

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Fonte: negociosdebeleza.beautyfair.com.br

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